Fotografia Corporativa
Rio Pindobal Miri - Cametá PA
Abertura da Pesca do Mapará 2026
A captura do mapará começa muito antes da primeira rede tocar a água.
Começa no caminho.
Na travessia pelos rios do Baixo Tocantins.
No silêncio da manhã e na espera de quem respeita o tempo da natureza.
Depois de meses de piracema, o rio volta a reunir todos.
Barcos se aproximam, redes são preparadas, remos cortam a água com a precisão de quem aprendeu esse ofício com os mais velhos.
Nada ali é improviso.
Cada gesto carrega técnica.
Cada movimento traz gerações.
Nas margens e nos barcos, ribeirinhos seguram seus paneiros aguardando sua parte.
Não por ambição, mas para garantir o almoço, a partilha, a dignidade.
Mas naquele dia também houve voz.
Entre a beleza do encontro e a força da pesca artesanal, pescadores e comunidades se manifestaram contra o Derrocamento do Pedral do Lourenço, lembrando que defender o rio é defender a própria existência.
Essas fotografias mostram mais do que uma pesca.
Mostram a vida acontecendo.
Mostram um saber ancestral em movimento.
Mostram a força coletiva de quem vive do rio.
Porque a pesca do mapará não é apenas trabalho.
É cultura.
É identidade.
É resistência.
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